terça-feira, 30 de outubro de 2012

Saboeira (banda de música)



Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
Fundada no dia 25 de novembro de 1849, em Goiana, Pernambuco, a banda de música Saboeira era filiada ao Partido Liberal, enquanto a sua rival Curica pertencia ao Partido Conservador.
Há duas versões para a origem do nome: a primeira diz que, como no início a banda não tinha fardamento próprio, os músicos tinham que lavar sua melhor roupa para se apresentar e por isso os adversários os chamavam de "saboeiros", referindo-se ao sabão com que lavavam as roupas. A segunda versão, talvez a mais aceitável, seria por causa da existência de um saboeiro (árvore cujo fruto quando friccionado produz espuma) junto à primeira sede da banda, surgindo então a corruptela Saboeira, nome pelo qual ficou conhecida.
Um dos acontecimentos mais marcantes da história da banda foi sua apresentação na visita do Imperador Pedro II à Goiana, em 1859.
A Saboeira é a segunda banda de música mais antiga de Pernambuco e esteve sempre ligada à sorte do Partido Liberal, tanto nos triunfos quanto nos fracassos.
Com a queda do prestígio dos velhos partidos imperiais e o advento da propaganda republicana, a banda deixou de ser importante para o Partido, sendo praticamente abandonada.
Em 1886, Francisco Tavares de Melo assumiu a direção da Saboeira, passando a mantê-la com seus próprios recursos e a ajuda de filiados do Partido Liberal.
Em outubro de 1908, um dos seus sócios mais relevantes, José Pinto de Abreu, resolveu organizar uma sociedade, mantida com a contribuição mensal de sócios, objetivando garantir a continuidade e a atividade regular da banda, criando então a Sociedade 12 de Outubro que ficou responsável pela manutenção da Saboeira.
De 1908 até 1930, a banda teve vários presidentes e na campanha da Aliança Liberal, durante a Revolução de 30, a Saboeira ficou sob a orientação do prefeito e chefe político Serafim Luiz Pessoa de Mello, que foi um dos seus grandes incentivadores.
Em 1939, foi construída uma nova sede para a banda, com a ajuda de diretores, associados, do então interventor federal de Pernambuco, Agamenon Magalhães e do ex-governador Barbosa Lima Sobrinho, entre outros.
A Saboeira participou de diversos concursos, tendo conquistado vários prêmios, entre os quais, o primeiro lugar em um concurso promovido pela Argus Industrial de São Paulo.
A rivalidade entre as duas bandas de música de Goiana, a Curica e a Saboeira sempre existiu e ainda é a mesma do passado, mas ambas são motivo de orgulho para o povo goianense e os pernambucanos.
Recife,  7 de abril de 2004.
(atualizado em 31 de agosto de 2009).
FONTES CONSULTADAS:
IRMÃO, José Pedro Damião. Tradicionais bandas de música. Recife: CEPE, 1970. 184p.
SILVA, Leonardo Dantas (Org.) Bandas musicais de Pernambuco: origens e repertório. Recife: Governo do Estado de Pernambuco. Secretaria do Trabalho e Ação Social. Fundo de Amparo ao Trabalhador, 1998. 395p.
COMO CITAR ESTE TEXTO:
Fonte: GASPAR, Lúcia. Saboeira (banda de música). Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/
>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

Convite


Aquarela do Brasil para quarteto de saxs





I LEFT MY HEART IN SAN FRANCISCO ( DUETO PARA SOPRO )



BODY AND SOUL ( DUETO PARA SOPRO )


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Metodo BandFolio Trompa Mi bemol parte 3






Metodo BandFolio Trompa Mi bemol parte 2











Metodo BandFolio Trompa Mi bemol parte 1











BANDAS DE MÚSICA

No dia 7 de março de 1808, aportavam ao Rio de Janeiro os navios que traziam a Família Real e a Corte portuguesa.
      A Brigada Real da Marinha - origem dos atuais Fuzileiros Navais - acompanhava a Corte e, ao desembarcar realizou um desfile tendo à frente suas Bandas de Música e Marcial, trajando uniformes vistosos e executando dobrados vibrantes. 
      A população aplaudiu encantada, confirmando, certa feita, as palavras de Napoleão Bonaparte: “Coloque uma banda na rua e o povo a seguirá, para a festa ou para a guerra!”.
      Nossa história registra a continuada presença de Fuzileiros Navais, de reconhecida expressão no cenário musical brasileiro e internacional, como o professor e Maestro Oswaldo Passos Cabral, autor do Poema Sinfônico Riachuelo, que retrata as glórias da Marinha do Brasil naquela Batalha Naval; o Maestro Eleazar de Carvalho, o qual atuou longamente como Regente Titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro, Diretor Artístico e Regente da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Saint Louis/EUA; e o Maestro Florentino Dias,fundador e atual Regente da Orquestra Filarmônica da Cidade do Rio de Janeiro. 
      Nossas Bandas tiveram, ainda, como professor e Regente, o Maestro Francisco Braga, autor da Música do Hino à Bandeira e Patrono das Bandas de Música da Marinha do Brasil.
      As apresentações já se estenderam em diversos países, como por exemplo a participação nas comemorações dos 60 anos de Independência de Israel, em 2008. No Brasil, ocorrem notoriamente em várias capitais. Dessa forma, a boa música é difundida positivamente para o país, alcança diversas classes sociais, incentiva um maior sinergismo cultural e enaltece, ainda mais, o nome do Corpo de Fuzileiros Navais e da Marinha do Brasil.

sábado, 27 de outubro de 2012

 Secretaria de Estado de Cultura abre inscrições para edital do ‘Programa Bandas de Minas’


O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Codemig, lança o Edital 2012 “Bandas de Minas”, programa voltado para a preservação e manutenção das bandas civis de música do estado de Minas Gerais. As inscrições podem ser feitas entre os dias 06 de outubro e 22 de novembro.
A iniciativa apoia as bandas com doação de instrumentos de sopro, metal e percussão, além de oferecer cursos/oficinas de capacitação e aperfeiçoamento artístico. Uma das novidades do Programa para 2013 será o lançamento de um novo edital, no início do ano, voltado para a aquisição de uniformes para os componentes das bandas. 
Minas Gerais possui hoje 701 bandas cadastradas na Secretaria de Estado de Cultura. Deste total, 657 corporações musicais, de 419 municípios, já foram beneficiadas com a entrega de 8.235 instrumentos nos últimos nove anos (2003 a 2012). Os recursos destinados ao Programa chegam a mais de seis milhões e 300 mil reais.
Em 2012, 126 bandas de música em atividade em 118 municípios mineiros foram contempladas com a entrega de 800 instrumentos musicais, como flautas, clarinetas, requintas, trompetes, trombones, trompas, caixas de guerra, bumbos, surdos e sousafones. Dessas corporações musicais, 41 receberam o incentivo pela primeira vez e as demais tinham sido beneficiadas ao menos uma vez em editais anteriores.
As Inscrições – De acordo com o Edital 2012, somente poderão ser inscritas as bandas públicas ou privadas sem fins lucrativos, registradas em Cartório, que possuam Diretoria, estatuto e/ou regimento interno. As corporações musicais deverão estar devidamente cadastradas na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.
Será permitida a inscrição de apenas um único projeto por banda. Para se inscreverem, os interessados deverão apresentar Ficha de Protocolo, Formulário Padrão e Relatório de Atividades, se houver. O Edital 2012, com todos os documentos exigidos, consta no endereço www.cultura.mg.gov.br.
O cadastramento poderá ser feito pelos Correios, via sedex, carta registrada, ou pessoalmente, de segunda à sexta-feira, das 10h às 16h, na Diretoria de Programas e Articulação Institucional da Superintendência de Ação Cultural. 
Os projetos serão avaliados individualmente por uma Comissão de Análise, que será designada para esta finalidade. O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais. As propostas poderão ser aprovadas integral ou parcialmente, de acordo com disponibilidade de recursos para aquisição de instrumentos viabilizados pelo Programa.
Confira abaixo os arquivos referentes ao Edital 2012 "Bandas de Minas":

Os envelopes de inscrições devem ser encaminhados para o endereço abaixo:

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA
Superintendência de Ação Cultural
Diretoria de Programas e Articulação Institucional
Cidade Administrativa de Minas Gerais – Prédio Gerais – 5º andar
Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº – Bairro Serra Verde
31.630–901 – Belo Horizonte - MG


ORQUESTRA TROPICANA É FREVO

Vídeos enviados (lista de reprodução)

Paquito D'Rivera

A História da Filarmônica Lyra Popular de Belmonte Leia mais: http://www.lyrapopular.com/


No dia 7 de dezembro de 1914 acontecia a Assembléia Geral para a escolha dos sócios e a diretoria, tendo como presidente o Coronel Frontelmo Paiva. Nascia então a Filarmônica Lyra Popular de Belmonte.
        No dia 01 de janeiro de 1915 saía às ruas a mais nova Filarmônica da cidade e na Praça 13 de Maio a Lyra Popular realizava a primeira apresentação. Estava inaugurada a Filarmônica que atravessaria os anos levando alegria e orgulho a todos os belmontenses. Com o nascimento da Lyra começou também uma rivalidade entre a nova Filarmônica e a 15 de Setembro, outra filarmônica que já existia na cidade, essa rivalidade saiu do ambiente musical e partiu para o ambiente político levando a vários episódios tristes como de um bando de 42 jagunços liderados pelo Coronel Alfredo Matos, Intendente e chefe da cidade de Belmonte. O Coronel era um adepto da Filarmônica 15 de Setembro e procurava matar o Sr. Aristóteles que era presidente da Lyra. Essa busca resultou em capítulos tristes como o espancamento do velho Acelino pai de Felismino Ferreira dos Santos, musico da Lyra. Fato que levou revolta à população de Belmonte. Dias depois houve um grande tiroteio na Rua 15 de novembro na esquina onde hoje se encontra a sede da Lyra, os 42 jagunços fizeram uma trincheira na frente da Padaria Brasil pertencente ao Sr. Aristóteles e a batalha de tiros começou às 17:00 horas terminando uma hora depois, mas a guerra continuou até resultar na morte do músico Zeferino que tocava na Lyra. O músico morreu executado com dois tiros pelas costas disparados pelos jagunços Adolfo Mendes Bandeira e Eustáquio Paiva, ambos pertenciam ao bando do Coronel Alfredo Matos.


Leia mais: http://www.lyrapopular.com/

Encontro de Filarmonicas em Pé de Serra


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PANORAMA GERAL DO PATRIMÔNIO CULTURAL NA REGIÃO


Localizado entre os dois maiores centros culturais  do país, o Vale do Paraíba tem 
condições para desenvolver um programa de integração cultural voltado para a realidade 
social da região, absorvendo as iniciativas e criando novas estruturas de lazer e cultura. Os 
municípios localizados ao longo da Rodovia Dutra apresentam os maiores índices de 
urbanização, em função do grande número de indústrias e dos sistemas de comunicações. 
Nestes municípios, o processo rápido e intenso de urbanização trouxe como conseqüência 
imediata o êxodo rural, a desintegração da cultura tradicional e a modificação dos hábitos e 
costumes da população: habitação, transportes, emprego, educação, saúde, cultura e lazer.  
Os municípios polarizadores de atividades sócio-culturais na região são os mais 
densamente povoados e industrializados: São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, 
Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Lorena, Cruzeiro. Dotados de uma infra-estrutura mais 
dinâmica, possuem museus, arquivos, bibliotecas, teatros, cinemas, grupos de dança, 
artistas plásticos, escritores, poetas, galerias de arte. Existem no Vale do Paraíba três 
academias literárias, dez arquivos históricos, inúmeras bibliotecas, destacando-se a 
“Biblioteca Conde de Moreira Lima”, das Faculdades Integradas “Teresa D’Ávila”, de Lorena, 
com um valioso acervo de obras raras brasileiras e estrangeiras, e a Biblioteca de Assuntos 
Valeparaibanos do Instituto de Estudos Valeparaibanos, em Guaratinguetá, especializada 
em temas e autores valeparaibanos. As artes plásticas constituem um dos setores mais 
ativos da cultura valeparaibana. Nas principais cidades da região, ocorrem exposições e 
salões de arte, destacando-se Guaratinguetá, Lorena, Taubaté e São José dos Campos, 
reunindo artistas da região e de outras cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Em 
Taubaté e Lorena, encontra-se em organização um Museu de Artes Plásticas, e em São 
José dos Campos, por iniciativa e patrocínio da Monsanto, será instalado um Museu de Arte 
do Vale do Paraíba. Rara a comunidade que não tenha cadastrado os seus artesãos. Em 
Bananal, Silveiras, São Luís do Paraitinga, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté e 
São José dos Campos, promovem-se exposições e feiras de artesanato.  
As “Figureiras”de Pindamonhangaba, Taubaté e São José dos Campos são 
conhecidas em todo o Brasil e exterior, e o “galinho do céu” é o símbolo do artesanato 
figurativo da região valeparaibana, sendo disputado por museus e colecionadores.  
As Bandas de Música constituem um dos elementos mis importantes nas festas tradicionais 
da região. A mais antiga das bandas de música do Vale do Paraíba é a “Euterpe”, de 
Pindamonhangaba, fundada em 1825. Outras bandas tradicionais da região são a 
Corporação Musical “Mamede de Campos”, de Lorena, e a “Aurora Aparecidense”, de 
Aparecida, ambas centenárias. Algumas bandas possuem arquivos preciosos, com partituras 
de autores e compositores valeparaibanos.  
Resistindo ao progresso e modernização dos costumes, sobrevivem em toda a 
região, em especial nos municípios fora da Rodovia  Dutra, os grupos folclóricos de 
Moçambique, congadas, catiras, cana verde, jongo, folia de Reis, folia do Divino, cavalhadas, 1º. Simpósio Virtual de História do Vale do Paraíba               panoramageral    - 2 - 
quadrilhas e outras manifestações populares. Encontram-se na zona rural dos municípios e 
nos bairros periféricos das cidades industrializadas, apresentando-se por ocasião das festas 
religiosas e de eventos especiais. Numerosas instituições culturais se distribuem pela região, 
abrangendo clubes, centros culturais, grupos cívicos, entidades dedicadas à pesquisa 
histórica, folclórica e literária, sendo a mais importante delas o Instituto de Estudos 
Valeparaibanos, sediado em Guaratinguetá.  
O café gerou um conjunto de monumentos arquitetônicos dos mais expressivos na 
região valeparaibana: sede de fazendas, igrejas, capelas , sobrados, solares, estações 
ferroviárias, pontes, cemitérios. O Governo Federal, através do SPHAN, tombou os 
seguintes monumentos no Vale do Paraíba: fazenda Resgate (Bananal), Fazenda do Pau 
D’Alho (São José do Barreiro), casa do Conselheiro  Rodrigues Alves (Guaratinguetá), 
Chácara do Visconde (Taubaté), Capela de Nossa Senhora do Pilar (Taubaté), a casa de 
Oswaldo Cruz (São Luís do Paraitinga).  
Entre os monumentos tombados pelo CONDEPHAAT estão  os sobrados da Praça 
Pedro ramos Nogueira, em Bananal; o Hotel Sant’Ana, em Areias; antiga residência do 
capitão-mor Domingos da Silva Moreira, que hospedou o Príncipe Regente Dom Pedro, 
quando da viagem histórica da Independência; o Solar do Conde Moreira Lima, em Lorena; o 
Solar do Major Novaes, em Cruzeiro; a Casa dos Camargos, em Guaratinguetá, marca da 
arquitetura urbana do Vale do século passado; a Basílica Velha de Aparecida; o Solar dos 
Barões de Lessa, em Pindamonhangaba, reproduzindo a fachada do Palácio do Catete; o 
Solar do Comendador João da Costa Gomes Leitão, em  Jacareí, sede do Museu de 
Antropologia do vale do Paraíba.  
As festas religiosas assinalam o calendário dos eventos populares valeparaibanos. 
São famosas as festas do Divino Espírito Santo, em Cunha e São Luís do Paraitinga; a festa 
de São Benedito, em Guaratinguetá e Aparecida, com  o desfile dos cavaleiros, os 
imperadores e reis, a casa dos doces, as procissões e as quermesses, com figuras típicas, 
anjos, andores e grupos folclóricos. Ao lado das festas, estão as comidas, bebidas e doces 
típicos, característicos de cada festa e evento religioso. O “afogado”, ensopado de carne de 
vaca, servido com farinha de mandioca; a “canjiquinha’, quirera de milho cozida com costela 
de porco ou de frango; a paçoca de amendoim torrado, socado no pilão, com farinha de 
mandioca ou de milho e comida com banana ouro ou banana maçã. A doçaria é 
representada pelo “furrundum”, doce de cidra ou de mamão ralado com rapadura ou açúcar 
mascavo; os doces de batata roxa, abóbora, mamão, laranja, figo, goiaba, banana.  
O Vale do Paraíba também é um celeiro de escritores, poetas, cientistas, destacandose, entre outros, Monteiro Lobato, Waldomiro Silveira, Plínio Salgado, Cassiano Ricardo, 
Almeida Nogueira, Barão Homem de Mello, Malba Tahan, Brito Broca, Aroldo de Azevedo, 
Alves Motta Sobrinho, Francisco de Assis Barbosa, Ruth Guimarães, Péricles Eugênio da 
Silva Ramos, Eugênia Sereno, César Salgado, Maria de Lourdes Borges Ribeiro, José 
Geraldo Nogueira Moutinho. Cientistas como Oswaldo  Cruz, Emílio Ribas, Miguel Pereira. 
Médicos como Euryclides de Jesus Zerbini, José Cembranelli, Carlos da Silva Lacaz. Artistas 
plásticos: Quissak Júnior, Ismênia Faro, Antônio Valentim de Oliveira Lino, Justino, 
Herculano Cortez, Tom Maia, Paulo Pires do Rio, Gilberto Gomes. Artistas populares, 
santeiros, ceramistas: Chico Santeiro, Teixeira Machado, Dito Pituba, Eugenia, Maria Froés, 
Benedito e Maria Gomes, as irmãs Edith, Luíza e Cândida Santos, Teresa Migoto Justen, 
Maria Benedita Vieira (Mudinha), e tantos outros anônimos que fizeram e fazem a delícia dos 
olhos, com seus presépios, bichos, pavões. Os escultores Boanerges e Demétrio.  
Cumpre, assim, o Vale do Paraíba o seu papel histórico e cultural. Região de 
passagem e ligação, desde dos tempos coloniais, caminho para as Minas Gerais, caminho 1º. Simpósio Virtual de História do Vale do Paraíba               panoramageral    - 3 - 
para os portos do litoral, caminho para o planalto de São Paulo, caminho para a cidade do 
Rio de Janeiro, desbravou sertões, povoou capitanias distantes, fundou vilas e cidades, 
participou do movimento da Independência, sustentou economicamente o Império Brasileiro, 
participou ativamente da vida política e social do Brasil e, hoje, se apresenta como a região 
mais importante no processo de industrialização e urbanização do Brasil e da América do 
Sul. 
Referências bibliográficas: 
ABREU, Maria Morgado de. Taubaté: de núcleo irradiador do bandeirismo a centro industrial 
e universitário do Vale do Paraíba. Aparecida: Editora Santuário, 1985. 
HERRMANN, Lucila. Evolução da Estrutura Social de Guaratinguetá num período de 
trezentos anos. São Paulo: Revista de Administração/USP, Ano II, nº 5-6, março/junho de 
1948. 
MAIA, Tom & MAIA, Thereza Regina de Camargo. Vale do Paraíba – Velhas Cidades. São 
Paulo: Cia. Editora Nacional/USP, 1977. 
MOTTA, Sobrinho Alves. A civilização do café. São Paulo: Editora Brasiliense, 2 ed., 1967. 
MULLER, Nice Lecoqc. O fato urbano na Bacia do Rio Paraíba – São Paulo. São Paulo: 
IBGE, 1961. 
PASIN, José Luiz. Guaratinguetá: tempo e memória. São Paulo: Secretaria da Cultura do 
Estado de São Paulo, Edição Roswitha Kempf, 1983. 
SODERO TOLEDO, Francisco. Em busca das raízes. Aparecida: Santuário, 1988. 
ZALUAR, Emílio Augusto. Peregrinação pela província de São Paulo. São Paulo: Edições 
Cultura, 2 ed., 1945



O DIA NA HISTÓRIA

Quarta-feira, 22 de agosto. Dia Mundial do Folclore e do Supervisor Educacional. Data da Fundação da Corporação Euterpe, de Pindamonhangaba, considerada a banda mais antiga do Brasil em atividade (1825). Aniversário do jornalista Rui Guerra, moçambicano radicado no Brasil (1931). Declaração de Guerra do Brasil à Itália e Alemanha (1942). Morte de Juscelino Kubitschek na Dutra (1976); do jornalista e cineasta Glauber Rocha (1981) e do pianista Luis Carlos Vinhas (2001).


Fonte : http://pensandovoce.blogspot.com.br/2012/08/o-dia-na-historia-quarta-feira-22-de.html

História e evolução das bandas de música no brasil

Educação Musical

Eduardo Fideles
A banda de música, assim como o povo brasileiro, apresenta larga diversificação de gênero e de autores, pois se encontra em toda a abrangência do espaço brasileiro. Fenômeno histórico e sociológico tão importante quanto o fenômeno artístico, a banda de música vive hoje, em muitos lugares, em estado de latência. Não deixa, porém, de desempenhar importante papel de mobilizadora da comunidade nos seus momentos mais caros e solenes; de cumprir o papel de escola livre de música, verdadeiro conservatório do povo; de manter-se como guardiã da tradição musical popular brasileira.
A banda de música ainda é a mais antiga e menos estudada instituição ligada à criação e divulgação da música popular. Esse papel de reserva da cultura popular assumiu dimensões históricas a partir do século XVIII com a multiplicação das irmandades cecilianas – de Santa Cecília - às quais os músicos geralmente se filiavam, mantendo forte vínculo com as instituições religiosas. Herdeiras do sistema medieval de organização do trabalho, as irmandades dos músicos reconheciam a categoria e esses trabalhadores puderam expandir suas obrigações além do âmbito da igreja, no sentido social como no artístico, acrescentando, por exemplo, obrigações assistencialistas que resultavam da contribuição de cada um. Era o embrião do mutualismo, o pré­sindicalismo.
A pesquisa também revela grandes mudanças na organização das irmandades e das próprias bandas de música na entrada do século XIX, quando à confusa formação de músicos nas milícias e nas igrejas deram-se soluções “modernas”, inspiradas nos modelos europeus. A chegada de D. João com a corte portuguesa, em 1808, propiciou mudanças qualitativas de grande repercussão em todo o Brasil. Data de 27.03.1810 o decreto que mandou estabelecer em cada regimento um corpo de música composto de 12 a 16 executantes. Em 1814 começaram a espalhar-se nos quartéis o ensino e a prática de instrumentos mais atualizados em substituição às antigas bandas, ou ternos e quartetos, de tocadores de charamelas, pífanos, trombetas, caixas e timbales.
O grande impulso resultou, portanto do estabelecimento da corte portuguesa no Rio de Janeiro. Mas a banda da brigada real, trazida por D. João em 1808, ainda era arcaica. Em Portugal, a banda de música começou a se modernizar somente em 1814, quando seus soldados regressaram da guerra peninsular trazendo brilhantes bandas de música, em que predominavam executantes contratados espanhóis e alemães. Ernesto Vieira alude ao decreto de 29.10.1814, determinando que houvesse em cada regimento de infantaria uma banda composta de mestre e 11 músicos, todos praças do pré.
O modelo português vigoraria no Brasil e está indicado na portaria de 16.12.1815, que recomendou a composição da música de cada regimento de infantaria e batalhão de caçadores: 1 mestre, 1º clarinete; 1 requinta; 2 clarinetes; 2 trompas; 1 clarim; 1 fagote; 1 trombão ou serpentão; 1 bombo e 1 caixa de rufo. Determinou ainda que houvesse 4 aprendizes escolhidos entre os soldados, podendo assim chegar a 16 o número de músicos, mas não mais que isto. A música nas milícias claramente aparecida em bases orgânicas, na metrópole, em 1814, forneceria o modelo para a formação de bandas civis. Daria, inclusive, preponderância ao 1º clarinete, aquele que teria habilitação de mestre.
Em Portugal, a história da formação das bandas civis também é obscura. Pedro de Freitas acredita que ela surgiu, pela primeira vez, em 1822, quando o afamado maestro Bomtempo apresentou em Lisboa uma sociedade filarmônica organizada nos moldes da de Londres, fundada em 1812. A novidade teria sua natural repercussão no país. Se isso acontecia tão tardiamente na metrópole portuguesa, claro que no Brasil as coisas se desdobrariam a seu tempo. Na verdade, porém, a banda de música, tal como hoje a conhecemos, é produto do século XIX. Ela só alcançou o padrão moderno na Europa na primeira metade do século XX, quando aperfeiçoamentos substanciais foram introduzidos nas flautas e nos clarinetes.
Esses aperfeiçoamentos se devem principalmente ao flautista alemão Theobald Bohm (1794-1881) e ao belga Adolf Sax (1814-1894), criador do saxofone em 1840. Ao contrário das bandas de música das milícias, que deixaram atrás de si pistas abundantes e por vezes minuciosas de sua organização e manutenção, as bandas civis contam a história quase sempre obscura. Nem todos os dicionários e enciclopédias dignam-se de falar dessas corporações. Lembram apenas os conjuntos palacianos, como os da corte francesa, onde teria surgido a denominação “banda”. Mário de Andrade, entre nós, sempre atentos às coisas do povo, verbetizou o termo no Dicionário musical brasileiro, obra póstuma, 1989, pp. 44-45, dando-lhe 2 significados: 1, Conjunto de instrumentos de sopro, acompanhados de percussão; 2.
O mesmo que charanga, filarmônica. Abona com eruditas informações. Bandas de fazenda, diz MA, composta de pretos e escravos. “O barão do Bananal com seus crioulos compuseram uma de 24 instrumentistas, me contou o preto velho Manuel”, aquele que lhe dera um documento precioso, o dobrado, Voluntário da Pátria, transcrito no volume Melodias registradas por meios não mecânicos, org. Oneyda Alvarenga, 1946, p.96.
Fonte:  www.secult.ce.gov.br - Baixe o PDF

ENCONTRO


Bandas de Musica


Euterpe na Frente

visitem o site vamos acabar a farça da curica ser a mais antiga do Brasil :


http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=79780

Pindamonhangaba: Banda Euterpe quer provar ser a mais antiga do Brasil

Aos 185 anos a banda Euterpe, de Pindamonhangaba, tenta comprovar que é a mais antiga do Brasil. Com isso, os dirigentes esperam conseguir mais recursos para manter viva a história e atrair cada vez mais jovens interessados pela música.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Capitania de Itamaracá


Capitania de Itamaracá foi uma das quinze divisões originais do território brasileiro entregues a donatários em regime de hereditariedade. A capitania foi doada a Pero Lopes de Sousa, em 1534. O território da capitania estendia-se desde a linha imaginária de Tordesilhas até a costa, tendo como limite norte a Baía da Traição (Paraíba) a Igarassu (Pernambuco). Foram capitais da capitania as cidades de Itamaracá e Goiana.
Pero Lopes de Sousa colocou à frente da capitania o tenente João Gonçalves, que ocupou a ilha da Conceição, onde fundou a vila Marial. Entretanto, no continente viviam os índios potiguaras que impunham muita resistência aos colonizadores e também franceses traficantes de pau-brasil. Os índios e os franceses eram aliados, pois entre eles havia uma relação mercantilista, ao passo que os portugueses representavam a ameaça de escravização. Eram frequentes os ataques aos habitantes portugueses da região e da capitania de Olinda, de Duarte Coelho.
O donatário da capitania veio a falecer dois anos após receber a capitania. Como não foi cumprida a cláusula da Lei das Sesmarias, as terras voltaram ao patrimônio da Coroa, tornando-se devolutas. O domínio do território pelos potiguaras era uma ameaça à segurança dos colonizadores.
O fim da capitania de Itamaracá foi precipitado pelo episódio conhecido como Tragédia de Tracunhaém, ou chacina de Tracunhaém.
Encontrando-se abandonada por seu donatário, a capitania foi extinta e foi criada a capitania da Paraíba em 1574, a qual só viria a ser instalada em 1585 com recursos enviados diretamente de Portugal para evitar mais invasões francesas e repelir ataques dos tabajaraspotiguaras e assegurar a conquista do norte do Nordeste brasileiro. No entanto muitos exportadores luso-nordestinos da Paraíba e Pernambuco expandiram suas atividades para a capitania e Elias Erckmann no século XVII em uma crônica para o Instituto de Utretch (Países Baixos) descreve a capitania como uma província da Nova Holanda entre as duas já citadas (o que coloca em xeque a teoria da extinção da capitania já no século XVI). Além disso, praticamente duas décadas antes em uma obra diálogos da grandeza do Brasil encontrada nos arquivos de Lisboa, o autor nos diz que a Paraíba era um distrito da capitania de Itamaracá e foi separada desta por que sua conquista foi feita com o dinheiro do rei de Portugal e não com o capital do donatário de Itamaracá, o que colocou o distrito da Paraíba como soberano e elevado a categoria de capitania real com sede numa cidade real. Esse evento fragilizou Itamaracá que se tornou menor que seu antigo distrito e décadas depois da expulsão holandesa o mesmo facto se mostrou factor crucial para esta desaparecer da geopolítica do Nordeste Sulamericano, reduzida ao nordeste pernambucano e com sua soberania destruída (ao contrário do que houve com Alagoas, Sergipe e outras comarcas de capitanias mais antigas que conseguiram a soberania).

[editar]A Polarização da Capitania

Enquanto o Sudeste da Capitania prosperava com a indústria de exportação da sacarose, o Nordeste da mesma permanecia controlada pelos nativos e por mercadores anglo-franceses (majoritariamente normandos e bretões étnicos do norte e noroeste francês com forte cultura capitalista-mercantil da Liga Hanseática e Mar do Norte). Essa divergência dentro da mesma capitania fazia com que Itamaracá fosse uma espécie de divisa de facto entre os domínios ibéricos e os domínios do Canal da Mancha em asociação com os Potiguaras Originais (ainda com alto grau de pureza americóide étnica na altura). O Nordeste da Capitania somado ao Sudeste da Capitania do Rio Grande e pequeno pedaço do oeste setentrional da capitania de Pernambuco seriam o embrião da Paraíba (que logo passaria a decadente São Vicente na exportação de Sacarose em poucos anos após sua conquista pre-neerlandesa pelos espanhóis pós-Filipe II), enquanto o seu Sudeste seria anexado ao Nordeste pernambucano (no entanto muitos mapas históricos de procedência germânica do século XVII ainda mostram Itamaracá entre PE e PB mesmo após as guerras neerlandesas). O entendimento da história de tal capitania se torna portanto crucial no entendimento das razões que levaram os espanhóis a investir na conquista da Paraíba (marco inicial da conquista da costa entre o Sudeste de Itamaracá e a Amazônia Ocidental posteriormente tendo como base a conquista da costa setentrional). Um processo geo-histórico que oficialmente se inicia em 1585 (mesmo com outras tentativas portuguesas anteriores mal sucedidas), mas só acaba séculos depois com os tratados das guerras e alianças do século XVIII, garantindo a posse inclusive de territórios conquistados indirectamente pelos portugueses (expansão luso-guarani dos bandeirantes de São Vicente, que começa justamente logo após esse marco espanhól rumo a conquista da costa Norte). O entendimento dessa expansão leva também as razões que levaram Portugal a dividir suas colônias em Brasil e Maranhão-Grão Pará, tal como o por que de mais da metade do territorio do Brasil ter sido conquistado directamente pelos portugueses e não apenas por bandeirantes com vasta experiência nos campos abertos do Cerrado, mas com pouca experiência na densa selva amazônica, tal como a garantia de recursos naturais imensos que hoje geram superávits na balança comercial e garante ao país entrar em seletos grupos a exemplo do BRIC, mostrando empiricamente que a história territorial das capitanias mais cruciais não está assim tão distante do nosso presente e futuro quanto a historiografia tradicional nos tenta passar.

Ataque ao engenho Tracunhaém


Contextualização

Após o descobrimento do Brasil, nas terras ainda por serem ocupadas transitavam piratas e corsários, traficantes de pau-brasil. Estes traficantes eram na sua maioria franceses, que logo estabeleceram com os índios uma relação de escambo: em troca da extração do pau-brasil, os índios recebiam objetos considerados sem valor pelos franceses, como espelhos, pentes, tesouras, dentre outros.
Para explorar as terras, a Coroa portuguesa dividiu o país em capitanias hereditárias,porções de terra administradas por um só dono, que tinha poder sobre tudo que acontecia dentro desta. Em 1534, D. João III doou a capitania de Itamaracá a Pero Lopes de Sousa. As terras iam desde a foz do rio Santa Cruz (hoje rio Igarassu) em Pernambuco, até próximo ao rio Paraíba, que, nessa época, chamava-se São Domingos. A administração da capitania coube a Francisco Braga, que rivalizava com Duarte Coelho e levou a capitania à falência. Em seu lugar, João Gonçalves desenvolveu engenhos e fundou a Vila Conceição.
Com a morte de Pero Lopes de Sousa em 1536, a não observância da Lei de Sesmarias, as terras devolutas retornaram ao domínio da Coroa. Este distanciamento administrativo facilitou a ação dos traficantes franceses e os ataques dos índios potiguaras. Embora estes índios mantivessem relações mercantilistas com os franceses, resistiam aos colonizadores devido ao risco de escravização. Eram frequentes os ataques dos indígenas com arcos e flechas em Itamaracá.

[editar]O ataque

cristão-novo Diogo Dias adquiriu terras próximas a Goiana, no vale do Rio Tracunhaém, para estabelecer um engenho.
Um aventureiro mameluco chegou à aldeia potiguara Cupaóba do chefe Iniguassu. Esta aldeia compreendia as terras hoje correspondentes aos municípios de Serra da RaizDuas EstradasLagoa de Dentro e Sertãozinho, no Brejo Paraibano. O mameluco foi recebido com hospitalidade, chegando a casar com uma de suas filhas, índia de grande beleza, Iratembé (Lábios de Mel). O casamento exigia que o mameluco permanecesse na aldeia. Numa ausência do cacique, o rapaz resolveu voltar ao seu lugar de origem, levando a índia.
A primeira providência de Iniguassu foi enviar dois de seus filhos a Olinda, em Pernambuco, para reclamar justiça. Por sorte, encontraram em visita a Pernambuco, o governador do BrasilAntônio Salema, que ordenou a volta imediata da bela índia à casa do pai. Na volta tiveram que pernoitar no Engenho Tracunhaém, de Diogo Dias. Quando amanheceu o dia verificou-se o desaparecimento da índia, possivelmente escondida por Diogo Dias. Os seus irmãos reclamaram muito mas nada conseguiram e voltaram para casa sem a irmã.
Em pouco tempo, insuflados pelos franceses, os chefes potiguaras se reuniram para planejar a vingança. Movimentaram dois mil guerreiros da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Os índios cercaram o engenho fortificado e usaram de um ardil: apenas alguns índios se deixaram ver para fazer crer que era ação de um pequeno grupo. Quando os defensores do engenho saíram para contra-atacar, foram atacados por uma multidão de índios. Daí, segue-se a morte de todos os que moravam no engenho (proprietários, colonos e escravos), sobrevivendo da família, apenas dois que estavam ausentes. Outros engenhos de Itamaracá também foram atacados, resultando em 614 mortes.
Este episódio generalizou o medo nos colonizadores da região e fez com que o rei de Portugal extinguisse a capitania de Itamaracá e criasse a capitania da Paraíba, com limites desde a foz do rio Popoca até a Baía da Traição. Assim protegeria a índústria açucareira, expulsando os franceses e expandiria o domínio para o norte da região Nordeste.

João Joaquim da Cunha Rego Barros


João Joaquim da Cunha Rego Barros, segundo barão de Goiana, (Pernambuco,1796 — Pernambuco28 de novembro de 1874) foi um proprietário rural e político brasileiro [1].
Filho de Joaquim José da Cunha do Rego Barros e Rita Maria de Jesus Coutinho, foi casado com Manuela da Castro Caldas.
Era coronel da Guarda Nacional em Pernambuco, vereador da Câmara Municipal, oficial de milícias e comandante superior da Guarda Nacional.
Em 6 de julho de 1870, por decreto imperial, foi agraciado com o título de barão. Era também dignitário da Imperial Ordem da Rosa(1859) e comendador da Imperial Ordem de Cristo.